Petrobras prevê investimentos de US$ 174,4 bilhões até 2013
24/01/2009 - 00h00 (Outros - Outros)
Brasília Depois de quatro adiamentos, a Petrobras anunciou ontem seu plano de investimentos para o período de 2009 e 2013, com previsão de US$ 174,4 bilhões. Esse valor representa o crescimento de 55% com relação ao plano do período 2008-2012, de US$ 112,2 bilhões.
Em entrevista coletiva na noite de ontem, porém, o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, disse que a companhia vai lutar para desembolsar um valor menor pelos projetos, que foram calculados com base em custos inflacionados.
"Vamos lutar fortemente para reduzir os custos dos investimentos", afirmou Gabrielli. Do total proposto, US$ 104,6 bilhões serão direcionados para a área de exploração e produção, dos quais US$ 28 bilhões serão destinados para o pré-sal. Gabrielli informou que, em 2013, os campos do pré-sal devem produzir 219 mil barris por dia.
Em 2015, o número sobe para 582 mil barris por dia. Já em 2020, afirmou o executivo, o pré-sal deve produzir 1,8 milhão de barris por dia, volume equivalente à produção de petróleo atual no país.
"Esses valores, porém, dependem de negociação com nossos parceiros, porque temos parceiros no pré-sal", afirmou Gabrielli. A meta de produção da companhia em 2013 será de 3,6 milhões de barris por dia. Em 2020, o volume deve subir para 5,1 milhões de barris por dia.
A Petrobras decidiu manter todos os investimentos anunciados para a área de refino, que, segundo analistas, deveriam ser revistos por conta da crise internacional.
O segmento vai receber US$ 43,4 bilhões em investimentos. Foram mantidas as refinarias de Pernambuco, com início de operações em 2011, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (2012) e as duas unidades premium (2013 e 2014). Gabrielli informou que, para este ano, os investimentos serão de US$ 28,6 bilhões, dos quais US$ 18,1 bilhões terão de ser captados no mercado financeiro.
O executivo afirmou, porém, que não vê grandes problemas em cumprir a meta, uma vez que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já se comprometeu com US$ 11,9 bilhões e instituições financeiras internacionais, com outros US$ 5 bilhões.
O plano trabalha com o preço de petróleo de US$ 45 por barril no longo prazo, valor que, segundo Gabrielli, garante a "financiabilidade" de todos os projetos incluídos.
"É um plano robusto, que nos coloca entre as maiores companhias de energia do mundo", afirmou. No período 2009-2013, com esse preço do petróleo, a empresa prevê uma geração de caixa de US$ 120 bilhões. A diferença teria de ser captada no mercado.
"Não consideramos, porém, a diferença como meta de captação, porque o custo vai cair. Queremos fazer as mesmas coisas com menos dólares", disse Gabrielli. A companhia trabalha com uma meta de alavancagem de 25% neste plano, superior aos cerca de 15% vigentes atualmente.
Vale anuncia compra de blocos de gás natural
São Paulo
A Vale está dando mais um passo para consolidar sua entrada no setor de gás. Ontem a companhia confirmou a compra de metade dos 25% que a americana Woodside tem em dois blocos exploratórios. Com 12,5%, a Vale se tornará sócia da Petrobras (35%), Repsol YPF (40%) e da própria Woodside.
A Vale fez sua estréia no setor em 2007, quando participou da 9ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Agora, a entrada da mineradora nos blocos BM-S-48 e BM-S-55, todos na Bacia de Santos, reforça a estratégia de buscar autossuficiência,nn para a geração de energia de suas usinas termelétricas. A Vale é uma das maiores consumidores "livres" de energia do Brasil.
Também ontem a Vale anunciou a proposta de dividendo mínimo deste ano, de US$ 2,5 bilhões, (R$ 5,827 bilhões) equivalente a US$ 0,479523218 (R$ 1,12) por ação, a ser pago em duas parcelas em 30 de abril e 30 de outubro. O valor terá de ser aprovado pelo Conselho da empresa 15 dias antes de cada pagamento. O dividendo mínimo é igual ao divulgado no ano passado e 24,5% superior à média total paga de 2006 a 2008.
Bolívia decide nacionalizar petrolífera britânica Chaco
La Paz, Bolívia O governo da Bolívia nacionalizou ontem a empresa petrolífera Chaco, filial da Pan American Energy, controlada pela gigante britânica BP, depois do fracasso uma negociação para o repasse de ações.
O presidente Evo Morales assinou o decreto de nacionalização, dois dias antes de um referendo sobre uma nova Constituição socialista que consolidaria o controle estatal sobre os recursos naturais.
Com o ato, transmitido ao vivo pela televisão estatal em uma jazida explorada pela Chaco, o governo boliviano completou a recuperação do controle das empresas petrolíferas mistas que eram operadas por transnacionais desde uma privatização em meados da década passada.
"À empresa que respeita as normas bolivianas como sócia, bem-vinda, está garantido seu investimento, (mas) à empresa que não respeita as normas bolivianas, temos todo o direito de tomar medidas para recuperar a propriedade dos bolivianos", disse Morales em breve discurso.
O presidente justificou assim a decisão de repassar à força à estatal YPFB aproximandante os 51% de ações que a Pan American Energy, através de sua filial Amoco, tinha em Chaco.
Fontes oficiais indicaram que a YPFB, que era sócia em Chaco, ficou com o controle de 98,97% da empresa nacionalizada e consolidaria a ação em uma questão de horas com a tomada dos escritórios de Chaco na cidade de Santa Cruz.
Segundo o governo, a Pan American Energy não cumpriu um decreto prévio que lhe ordenava repassar via negociação uma pequena fração desse pacote à YPFB para que esta alcançasse a maioria na empresa.
Obras da Petrobras em andamento no Espírito Santo
Gás. A estatal já iniciou a construção da Unidade de Tratamento de Gás Sul (UTG Sul), no Pólo Industrial e de Serviços de Ubu, em Anchieta. Na primeira fase serão processados 2,5 milhões de m3 de gás por dia. Já há estudos prevendo a ampliação da capacidade da UTG para 15 processar 15 milhões de m3 por dia.
Norte. Ainda no primeiro semestre deste ano a companhia deve inaugurar a UTGC (Linhares) cuja terceira fase está sendo finalizada.
Aracruz . As obras de construção do terminal para embarque de gás de cozinha em Barra do Riacho, Aracruz, começaram este mês. A empresa pretende embarcar GLP e C5.
Porto . O terminal portuária de Anchieta está em fase de licenciamento ambiental.
Proposta de licença da Vale é rejeitada
Dois sindicatos que representam cerca de 7 mil trabalhadores da Vale do Rio Doce em Minas Gerais rejeitaram a proposta da mineradora de licença remunerada com redução dos salários em 50%. Em vez de corte na remuneração dos trabalhadores, as entidades querem que a empresa garanta a estabilidade nos empregos e mantenha salários integrais às custas da redução em 50% na remuneração aos acionistas. Os sindicatos - que representam os trabalhadores de Congonhas, Ouro Preto, Itabira - querem que o conselho aprove um teto máximo de remuneração aos acionistas de US$ 1,25 bilhão, metade do valor indicado pela diretoria.
"O plano apresentado é robusto e nos coloca entre as maiores companhias de energia do mundo"
José Sérgio Gabrielli , Presidente da Petrobras