Jornal a Gazeta

30/7/2007

Com a vinda de indústrias, Estado ganhará mais estradas e portos

Logística

A criação de dois novos pólos de desenvolvimento no Estado, um em Anchieta (Sul) e outro entre Colatina e João Neiva (Norte), vai resolver um problema que o Estado combate há tempos - descentralizar os investimentos da Região Metropolitana -, mas pode criar um outro: a falta de estrutura viária e aeroportuária para escoar a produção crescente.

No papel, o Estado já vem pensando no que pode ser feito, inclusive com a composição de um novo mapa viário para o Estado, que prevê investimentos de R$ 7,8 bilhões em novas estradas.

O Plano de Desenvolvimento Espírito Santo 2025, que orienta a descentralização do desenvolvimento econômico do Estado, prevê a interligação dos municípios capixabas entre eles e com outros Estados até 2020. Os recursos viriam dos governos federal, do Espírito Santo e de Minas Gerais.

Mas só rodovias não bastam. No conjunto de projetos, também estão contempladas também as áreas portuária, ferroviária, aeroportuária e de gás natural. "Temos boas perspectivas da implantação de grandes projetos industriais no Estado e precisamos desenvolver nossa estrutura de logística para atender à demanda futura", destaca o secretário estadual de Economia e Planejamento, José Eduardo Azevedo.

Projetos. A criação dos pólos é importante para a economia do Estado, mas é preciso cuidado e planejamento detalhado da infra-estrutura para evitar problemas a repetição como os verificados na década de 70, lembra Azevedo. Não custa lembrar que os bairros da periferia, principalmente em Vitória, Cariacica, Vila Velha e Serra, surgiram em locais sem infra-estrutura, formado por pessoas de outros Estados, que foram atraídos pelos grandes projetos industriais da época.

Dos 11 projetos estruturantes previstos na área de logística, quatro são de rodovias, que contribuirão para ampliar melhorar, ampliar e consolidar a malha rodoviária no território do Espírito Santo e nas ligações com outros Estados. Um deles é a tão reivindicada duplicação da BR 101. A estrada ficou de fora do primeiro leilão de rodovias que o governo federal fará -são sete trechos que terão pedágio no país -, mas sua duplicação já está em estudos.

Barra do Riacho e Vitória são os portos que estão nos projetor prioritários. O Porto de Vitória precisa ser reestruturado e ampliado e Barra do Riacho, implantado. Na área ferroviária, a construção da Ferrovia Litorânea Sul, que será iniciada no próximo ano e a ampliação do Corredor Centro-Leste.

A conclusão da implantação do Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene) para ampliar a malha dentro do Espírito Santo e fazer a interligação com outros Estados, é a prioridade na área de petróleo e gás. A ampliação modernização do Aeroporto Eurico Salles, em Vitória, também é prioridade na logística do ES 2025.

Os 11 projetos

Porto de Barra do Riacho
É uma alternativa portuária fundamental para o desenvolvimento do Estado. Possibilitará a redução da evasão de cargas para outros Estados e a consolidação do Estado como provedor de serviços logísticos de apoio à cabotagem.

Eixo Longitudinal Litorâneo Norte Sul
Duplicação e adequação da BR 101 entre o Rio de Janeiro até a divisa com a Bahia, implantando os contornos das cidades para melhorar o escoamento de cargas.

Eixo Longitudinal Interno Norte Sul
Projeto de infra-estrutura viária localizado na parte longitudinal interior do Estado, para aumentar a integração das regiões interiores, criando-se uma alternativa de deslocamento norte-sul à BR 101. São três rodovias: Sul Caparaó, Noroeste e Norte.

Eixos Transversais
Projeto de infra-estrutura viária composto por seis rotas transversais ao território do Estado. Vai aumentar a integração das regiões interiores do Estado em especial ao complexo portuário capixaba, com ligações transversais ao eixo da BR 101. São previstos seis eixos transversais: Sul; Sul Serrano; Centro Sul; Centro Norte; Rio Doce; e Norte

Eixos Diagonais
Projeto de infra-estrutura viária composto por três rotas diagonais ao território do Estado, para aumentar a integração das regiões interiores com as regiões litorâneas, em especial ao complexo portuário capixaba, por meio de ligações diagonais ao eixo da BR 101. São previstos três eixos diagonais: Sul; Centro; e Norte

Porto de Vitória
Adequar o Porto de Vitória à sua plena capacidade operacional, eliminando suas restrições e ampliando sua infra-estrutura

Ferrovia Litorânea Sul
Variante da FCA, a Ferrovia Litorânea Sul, com 165 km, ligando Flexal, em Cariacica, a Cachoeiro de Itapemirim, no Sul, com alça ferroviária para o Porto de Ubu, em Anchieta. Vai suportar o desenvolvimento do pólo siderúrgico de Anchieta e do pólo industrial de Cachoeiro do Itapemirim, interligando-os à malha da Vitória-Minas

Ampliação do Corredor Centro-Leste
Ampliação da capacidade instalada da via ferroviária que interliga o estado à Região Centro-Oeste do país e à região do quadrilátero ferrífero em Minas Gerais.

Gasoduto Sudeste Nordeste (Gasene)
Infra-estrutura dutoviária do estado, para transporte de gás natural. Implantação do gasoduto de ligação de Cabiúnas -RJ, a Catu -BA, com extensão de 1.190 km.

Ampliação do Aeroporto de Vitória
Ampliação do Aeroporto de Vitória, com a construção de novo terminal de carga aérea (Teca) e novo terminal de passageiros . Vai ampliar capacidade instalada do aeroporto de Vitória com a construção de nova pista de pouso com 2.416 m e ampliação da pista atual de 1.750 m para 2.050 m;

Centro de Desenvolvimento de Competências Logísticas
Entidade privada, sem fins lucrativos, destinada a apoiar o desenvolvimento técnico e tecnológico das empresas do segmento de Serviços Logísticos do Espírito Santo.

 

Por A Gazeta - ES