Governo do ES e Petrobras juntos em projetos na área de petróleo e gás
 

A Petrobras e o Governo do Espírito Santo assinaram, na manhã desta quarta-feira (21), um Protocolo de Intenções com o objetivo de identificar oportunidades de negócios que potencializem o valor agregado da indústria de petróleo e gás no Estado. O documento foi assinado pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, e pelo governador Paulo Hartung, durante cerimônia realizada na Residência Oficial do Governo, em Vila Velha (ES).

De acordo com o documento, a Petrobras e o Governo do Espírito Santo comprometem-se a analisar a viabilidade técnica e econômica de cinco projetos com potencial de agregação de valor à cadeia produtiva.

Cada projeto considerado viável técnica e economicamente deverá ser submetido a todas as instâncias decisórias, de ambas as partes, antes de ser implementado. As reuniões de acompanhamento dos estudos serão quadrimestrais, coordenadas conjuntamente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado (Sedetur) e pela Unidade de Negócio da Petrobras no Espírito Santo.

Investimentos
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Guilherme Dias, disse que o protocolo assinado entre o Estado do Espírito Santo e a Petrobras "delineia um conjunto extraordinário de investimentos para agregação de valor à cadeia do petróleo e gás no Estado". Ele explicou que dos cinco projetos, quatro ficam sob a coordenação da Petrobras e um com o Estado.

O primeiro projeto, sob a coordenação da Petrobras, trata da construção de um porto para apoio logístico às atividades de exploração e produção offshore, localizado em Ubu, município de Anchieta, no Sul do Estado. "Investimento que certamente multiplicará os fornecedores de bens e serviços localizados no Estado e na região", frisou o secretário.

A construção de um terminal para escoamento do G.L.P, em Barra do Riacho, no município de Aracruz, no Norte do Estado, é o segundo. De acordo com Guilherme Dias, este projeto, além de atender ao mercado nacional, "será fundamental para deslanchar o pleno aproveitamento de Barra do Riacho, desafio de muitos anos".

O terceiro projeto enumerado por Guilherme Dias é a construção de uma termelétrica a gás natural, ou óleo combustível ou "flex", com potência estimada de 250 mw, na região de Cacimbas, no município de Linhares, no Norte do Espírito Santo. Trata-se de um empreendimento que reduz a dependência energética do Estado e também contribui com as metas do Governo Federal.

A construção de uma Planta de Fertilizantes Nitrogenados, amônia e uréia, também na região de Cacimbas, em Linhares, é o quarto projeto que integra o protocolo assinado nesta quarta-feira (21) no Espírito Santo. É um investimento agregador ao gás natural e que potencializa a utilização da logística do eixo de transportes Centro-Leste, suprindo o déficit no setor, explica o secretário.

O quinto projeto, este coordenado pelo Governo do Espírito Santo, trata da construção de Pólo Industrial Marítimo, que permita a instalação de estaleiro de construção e reparo naval, construção de módulos para plataformas, entre outros serviços, que se encontra na fase de estudo de localização.

Guilherme Dias ressalta que a expressão "protocolo de intenções" não traduz a extensão e alcance do trabalho realizado. "Trata-se de uma agenda de investimentos transformadora, que acelera a integração e os benefícios da exploração do petróleo e gás aos demais segmentos da economia e da sociedade capixabas".

Segundo ele, o compromisso firmado multiplica as oportunidades de trabalho; amplia o potencial de fornecimento local; descentraliza os investimentos, criando pólos alternativos à Região Metropolitana da Grande Vitória e avança no processo de diversificação da base produtiva capixaba. Ele explica, também, que a agregação de valor não é uma figura de retórica. "Trata-se de uma estratégia de desenvolvimento. Sabemos que muitos dos maiores produtores de petróleo no mundo permanecem na condição de países subdesenvolvidos, pois se limitaram a extrair as riquezas do petróleo e não desenvolveram a capacidade de criar riqueza a partir do petróleo", diz o secretário.

E, acrescenta: no Brasil, a Petrobras sempre foi exemplo de instrumento do desenvolvimento industrial e tecnológico a partir do petróleo. "Temos a convicção de que podemos fazer o mesmo no Espírito Santo".

O secretário citou que no início deste ano, dois empreendimentos foram inaugurados na cadeia produtiva do petróleo e gás no Espírito Santo: a Prysmian, produtora de cabos umbilicais, que já estuda ampliação da planta, e a Tubos Soldados Atlântico, empresa que produz tubos a partir das bobinas da CST/Arcelor.

Guilherme Dias também destaca que não basta o investimento das empresas para garantir o desenvolvimento sustentável. "O crescimento acelerado aumenta a responsabilidade do poder público e da sociedade".

"O Espírito Santo hoje ostenta a maior taxa de investimento na federação. 15 % da receita são destinados à ampliação e melhoria da infra-estrutura social e econômica, urbana e rural", cita ele. Em parceria com o setor privado, "estamos fazendo um esforço inédito de qualificação profissional em diversas áreas", disse ele, ao lembrar que "construímos no Espírito Santo um ambiente fértil para o desenvolvimento. Temos um plano de desenvolvimento de longo prazo, o ES 2025, que orienta e traz convergência aos investimentos públicos e privados".

O governador Paulo Hartung fez questão de agradecer os investimentos que a Petrobras já fez no Espírito Santo e afirmou que é desejo do Governo e dos capixabas que a empresa esteja a cada dia mais presente no Estado. "Espero que esse seja o primeiro de muitos protocolos. Não tenho dúvida que a Petrobras irá concretizar todos os projetos que estão contidos nesse documento assinado hoje. Nos próximos meses ainda teremos muitas notícias boas relacionadas ao setor de petróleo e gás natural", frisou.

Hartung destacou que o Governo do Estado tem objetivos estratégicos claros relacionados à indústria do petróleo e do gás natural. "Para o Governo, pensar o futuro é fundamental. O petróleo e o gás acabam e temos que criar condições para que esse desenvolvimento aconteça de maneira sustentável e com o adensamento de outras cadeias produtivas", disse o governador, lembrando que a inserção da mão-de-obra e das empresas capixabas nesse processo também são objetivos estratégicos do Governo.

"Estamos promovendo um verdadeiro mutirão para qualificar e preparar nossos jovens e trabalhadores. Queremos que os capixabas e aqueles que vivem aqui sejam inseridos nesse novo ciclo de desenvolvimento do Estado. Da mesma forma, é fundamental que as empresas locais sejam fornecedoras de obras e serviços para a indústria do petróleo e do gás", ressaltou.

 
Data da Publicação: 22/03/2007
 
   
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