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ES ATRAI FORNECEDORES PARA PROSPECTAR PETRÓLEO E GÁS
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05/04/06 - O Estado do Espírito Santo está vivendo um boom de investimentos na área de petróleo e gás, com US$ 6,7 bilhões de investimentos previstos até 2010. Com isso, empresas de bens de capital, como a Prysmian Cables & Systems e a Socotherm, estão abrindo unidades por lá. Assim, estima-se que o Produto Interno Bruto do estado dobre até o fim da década O Estado do Espírito Santo está vivendo um boom de investimentos na área de petróleo e gás. Entre 2006 e 2010, a indústria petrolífera capixaba vai receber aportes de US$ 6,7 bilhões, de acordo com estimativas da Secretaria de Desenvolvimento do estado. Os recursos contemplam toda a cadeia produtiva, desde atividades de exploração e produção das gigantes Petrobras e Shell até projetos de empresas de bens de capital, como a Prysmian Cables & Systems e a Socotherm , que estão abrindo unidades por lá. Com os investimentos, estima-se que o Produto Interno Bruto do estado, hoje cerca de US$ 12 bilhões, duplique ao fim da década. O principal atrativo para essas companhias é o salto na produção de petróleo que o estado dará este ano. Na sexta posição no ranking nacional, com 40 mil barris de óleo produzidos diariamente, o Espírito Santo vai alcançar o segundo lugar em 2006, desbancando os Estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. Ao fim do ano, estarão sendo produzidos 180 mil barris de óleo por dia. Com o crescimento na produção, o Espírito Santo fará jus às reservas de petróleo e gás que abriga sob seu território. São 2,3 bilhões de barris de óleo equivalente (inclui óleo e gás), o que responde por 10% das reservas nacionais. E a expectativa é crescer ainda mais. Há mais 2 bilhões de barris em avaliação, aguardando declaração de comercialidade. Os investimentos mais vultosos são da Petrobras, que injetará US$ 6 bilhões no estado até 2010. São dois projetos prioritários: os módulos 1 e 2 de Golfinho e os módulos 1 e 2 de Jubarte. O primeiro fica na bacia do Espírito Santo e o segundo, na parte norte da bacia de Campos, em frente ao litoral capixaba. A primeira fase de ambos os projetos entra em operação em 2006. O módulo 1 de Golfinho, com capacidade para atingir picos de 100 mil barris diários, chegou ontem de manhã ao litoral do estado e iniciará a produção em maio. Já a primeira fase de Jubarte, a plataforma P-34, produzirá 60 mil barris por dia e tem previsão para início de operação em setembro próximo. “A primeira fase desses dois projetos têm um significado especial para a Petrobras, pois, além de elevarem o Espírito Santo ao segundo lugar no ranking de países produtores, eles darão sustentabilidade à auto-suficiência, reduzindo as importações de petróleo”, diz o gerente-geral de Exploração e Produção da unidade do Espírito Santo da Petrobras, Marcio Félix. Segundo ele, a produção de Golfinho, um óleo leve de boa qualidade, será destinada a uma planta de lubrificantes especiais da Petrobras localizada no Ceará. Hoje, a planta tem de importar todo o óleo usado na fabricação dos lubrificantes. A segunda parte de Golfinho e Jubarte entra em operação em 2007 e 2010, adicionando mais 280 mil barris de óleo por dia à produção capixaba. Além da Petrobras, petrolíferas estrangeiras começam a despertar para a riqueza do estado. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico do Espírito Santo, Júlio Bueno, elas vão investir US$ 600 milhões até 2010, com destaque para a anglo-holandesa Royal Dusth/Shell e a americana Devon. A Shell pretende produzir 100 mil barris diários em 2010. Já a Devon está em fase de perfuração de poços. “Com o barril comercializado a US$ 60, a participação do setor de petróleo no PIB do Espírito Santo vai explodir”, disse Bueno. Hoje, o setor responde por menos de 10% do PIB do estado.Os investimentos das grandes companhias ocorrem em paralelo. Empresas de bens de capital começam a se instalar no estado para atender a demanda das grandes petrolíferas. É o caso da Prysmian , antiga Pirelli Cabos, que em setembro inaugura sua quarta fábrica no país, em Vila Velha (ES). A unidade, cujo investimento é de R$ 80 milhões, vai produzir cabos especiais para o controle e comando dos sistemas de extração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, os chamados cabos umbilicais. Já há dois contratos fechados com a Petrobras no valor de US$ 70 milhões e outro fechado com a Shell. De acordo com o presidente da Prysmian, Armando Comparato, a escolha pelo Espírito Santo, deve-se, em primeiro lugar, à proximidade com os clientes e, em segundo lugar, à proximidade de um terminal portuário. “Como a exploração de petróleo se dá cada vez mais em maior profundidade, temos que fazer cabos maiores, com até 120 toneladas. O transporte desses produtos na cidade é muito difícil.”, diz. A expectativa de faturamento anual é de R$ 140 milhões. O Programa de Incentivos ao Investimento, criado em 2003, prevê o diferimento do pagamento do ICMS devido na aquisição de máquinas e equipamentos destinados à integração no ativo permanente e crédito presumido nas operações interestaduais de 70% do imposto. equipamentos A Socotherm , empresa que fabrica revestimentos térmicos e anticorrosivos, investiu US$ 7 milhões numa nova unidade no Espírito Santo. Inaugurada em novembro passado, no município de Anchieta, a planta está operando em três turnos e está com a produção comprometida até o primeiro trimestre de 2007 com dois projetos para a Petrobras e para Angola no valor total de US$ 20 milhões. A empresa será a primeira empresa no Brasil a oferecer o serviço de revestimento térmico dos tubos destinados à exploração de petróleo e gás em águas ultraprofundas. O revestimento térmico dos tubos mantém a temperatura ideal do óleo, que pode ser extraído do fundo do mar com mais facilidade. Além da proximidade com os clientes, a empresa foi motivada a se instalar no Espírito Santos pelos benefícios fiscais concedidos. A Mannesman também está se instalando no estado. Com o nome de Tubos Soldado Atlântico, a empresa está investindo cerca de R$ 160 milhões numa unidade de tubos. |